SUS disponibiliza atendimento psicológico online para mulheres em situação de violência e mães atípicas

 



Mulheres que enfrentam ou já enfrentaram situações de violência e familiares responsáveis pelos cuidados de pessoas com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento ou doenças raras passaram a ter acesso a consultas de saúde mental por meio do Meu SUS Digital.


O atendimento faz parte do programa Acolhe Mais, que disponibiliza até 100 mil consultas psicológicas por mês em todo o Brasil. As sessões são feitas de forma remota por psicólogas treinadas para acolher as pacientes, avaliar possíveis situações de risco e orientar sobre os serviços disponíveis na rede pública de saúde.


Criado em março como projeto-piloto no Recife (PE) e no Rio de Janeiro (RJ), o serviço começou atendendo mulheres em situação de violência. A oferta foi posteriormente ampliada e passou a contemplar usuárias de todos os estados brasileiros.


Também podem solicitar o atendimento familiares que atuam como cuidadoras, entre elas mães, tias, avós e irmãs de pessoas com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento ou doenças raras. A medida busca atender pessoas que têm dificuldade para comparecer a consultas presenciais por falta de tempo, problemas de deslocamento ou outras limitações.


Como pedir o atendimento

O acesso é feito pelo aplicativo Meu SUS Digital. Para solicitar uma consulta, é necessário:


Entrar na opção “Miniapps”;

Selecionar “Acolhe Mais + – Agora Tem Especialistas em Saúde Mental para Mulheres”;

Realizar o cadastro na plataforma da Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS);

Informar a situação que motivou a busca pelo atendimento.

98 FM

ABC perde para o Uberlândia e sai em desvantagem na semifinal da Série D

 


O ABC saiu em desvantagem na disputa por uma vaga na final da Série D do Campeonato Brasileiro. Já com o acesso à Série C de 2027 garantido, o alvinegro perdeu por 1 a 0 para o Uberlândia neste sábado (22), no Parque do Sabiá, em Minas Gerais, pelo jogo de ida da semifinal. Marcos Calazans, ex-jogador do clube potiguar, marcou o único gol da partida.


Para o primeiro confronto da semifinal, o técnico Waguinho Dias poupou Edson e não contou com Wallyson, desfalque na partida. Sem dois dos principais jogadores do elenco, o ABC sentiu as ausências, principalmente na construção ofensiva.


Apesar de começar bem o jogo, o alvinegro sofreu o gol ainda nos primeiros minutos. O volante Ramires derrubou Pablo Thomaz dentro da área e a arbitragem marcou pênalti. Na cobrança, Marcos Calazans converteu e colocou os donos da casa em vantagem. O atacante teve uma rápida passagem pelo ABC no início desta temporada, antes de se transferir para o Uberlândia ainda em janeiro.


Depois do gol, o ABC conseguiu equilibrar a partida e evitou que o adversário criasse grandes oportunidades durante boa parte do confronto. Já na reta final do segundo tempo, o Uberlândia voltou a levar perigo. Tomas Bastos teve oportunidade para ampliar, mas a defesa alvinegra conseguiu impedir o segundo gol mineiro.


ABC desperdiça chances no fim


Foi nos minutos finais que o ABC encontrou suas melhores oportunidades para buscar o empate. Aos 45 minutos do segundo tempo, Igor Bahia e Brunão construíram boa jogada pelo lado esquerdo. O centroavante acionou Lima, que ficou cara a cara com Guilherme Nogueira, mas desperdiçou a oportunidade.


No lance seguinte, o alvinegro voltou a ficar perto do empate. Igor Bahia apareceu frente a frente com o goleiro do Uberlândia, mas Guilherme Nogueira fez boa defesa e manteve a vantagem dos donos da casa.


Mesmo crescendo na reta final e pressionando em busca do empate, o ABC não conseguiu transformar as oportunidades em gol e deixou o Parque do Sabiá derrotado por 1 a 0.


Decisão será na Arena das Dunas


ABC e Uberlândia voltam a se enfrentar no próximo domingo (30), às 17h, na Arena das Dunas, em Natal. O confronto definirá um dos finalistas da Série D.


Com a derrota por 1 a 0 na ida, a equipe de Waguinho Dias precisa vencer por dois ou mais gols de diferença para garantir a classificação no tempo regulamentar. Uma vitória do ABC por um gol de diferença leva a decisão para os pênaltis. Em caso de empate ou nova vitória do Uberlândia, a equipe mineira avança à final.

98 FM



MP Eleitoral orienta igrejas a evitar propaganda nas eleições de 2026

 


O Ministério Público Eleitoral (MPE) recomendou que igrejas e outras instituições religiosas de Rondônia não utilizem seus templos, cultos ou estruturas para promover ou prejudicar candidatos nas eleições de 2026.


A Recomendação nº 9/2026 orienta pastores, padres, ministros, pregadores e demais líderes religiosos a não fazer pedidos de voto, manifestações de apoio, críticas a candidatos ou divulgação de materiais de campanha durante cultos, celebrações e reuniões. A regra também vale para conteúdos digitais, audiovisuais e impressos.


O documento destaca que templos religiosos são considerados bens de uso comum para fins eleitorais e, por isso, não podem ser utilizados para propaganda. Quem permitir a prática pode receber multa de R$ 2 mil a R$ 8 mil.


O MPE também alerta que o uso da estrutura, dos recursos ou da influência de instituições religiosas para beneficiar candidaturas pode configurar abuso de poder econômico ou político. Dependendo do caso, o candidato beneficiado pode ter o registro ou diploma cassado e ficar inelegível.


A recomendação não impede manifestações de fé ou atividades religiosas, mas reforça que a liberdade de culto não permite o descumprimento das regras eleitorais. As entidades deverão orientar seus integrantes e adotar medidas para evitar possíveis irregularidades.


98fm

Hospital de Macaíba registra surto de bactérias multirresistentes com 15 pacientes e oito óbitos

 


Um surto de microrganismos multirresistentes atingiu pacientes do Hospital Regional Alfredo Mesquita Filho, em Macaíba, entre maio e julho deste ano. Relatório interno da unidade registra 16 ocorrências de infecção ou colonização envolvendo 15 pacientes e aponta oito óbitos no período. A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), no entanto, afirma que não é possível atribuir diretamente as mortes às bactérias identificadas. O caso foi inicialmente divulgado pelo g1 RN e confirmado pela TRIBUNA DO NORTE.


O documento, elaborado pela Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) e pelo Núcleo de Segurança do Paciente (NSP), classifica o episódio como um incidente epidemiológico crítico, com aumento abrupto de culturas positivas para microrganismos multirresistentes. Os casos foram identificados inicialmente na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e depois se expandiram para a Clínica Médica.


A análise epidemiológica registra oito mortes até 29 de julho. O relatório identifica casos envolvendo Acinetobacter baumannii, Pseudomonas aeruginosa e Klebsiella pneumoniae, inclusive cepas resistentes. A tabela do relatório, porém, não estabelece que as infecções tenham sido a causa direta dos óbitos.


Em entrevista à TRIBUNA DO NORTE nesta quinta-feira (20), a secretária adjunta de Saúde do RN, Leidiane Queiroz, afirmou que os pacientes atendidos na UTI de Macaíba já chegam, em geral, com quadros clínicos graves. “Nenhum desses óbitos dá para dizer que estaria ligado a essa infecção diretamente. Se você está dentro de uma UTI, com uma doença já terminal, e você adquire uma infecção, você tem um comprometimento maior, vai precisar de um tratamento mais prolongado e isso pode contribuir para um desfecho desfavorável”, explicou.


Durante a entrevista, Leidiane destacou principalmente a Klebsiella associada à KPC. “Essa bactéria também é muito conhecida como superbactéria”, disse. Segundo ela, todos os pacientes tiveram acesso ao tratamento indicado para os respectivos quadros.


O documento mostra que alguns dos primeiros pacientes já chegaram ao hospital com bactérias identificadas em outras unidades, como o Hospital Belarmina Monte, o Hospital Lindolfo Gomes Vidal, a UPA Pajuçara e a UPA de Macaíba. Em seguida, passam a aparecer registros classificados como infecção hospitalar do próprio Alfredo Mesquita.


Leidiane confirmou que houve transmissão cruzada dentro da unidade. “Esses pacientes do relatório foram os pacientes que chegaram sem bactéria e adquiriram a bactéria no hospital”, afirmou. Ela explicou que a transmissão pode ocorrer por contato, inclusive por falhas de higienização das mãos, troca inadequada de EPIs ou compartilhamento de materiais entre leitos.


“Se um técnico de enfermagem fizer o atendimento e, por alguma razão, não fizer a higienização adequada, não trocar os EPIs ou levar um material de um leito para o outro, aí pode ser que a bactéria vá. […] São diversas as formas”, explicou.


Relatório aponta problemas estruturais e operacionais


O documento interno atribui o avanço do surto a uma combinação de fatores, entre eles déficit crônico de recursos humanos, sobrecarga das equipes, ausência de leitos específicos de isolamento em determinados setores, inadequações do espaço físico e mobiliário danificado ou compartilhado. Segundo a CCIH e o NSP, essas condições comprometeram as barreiras de isolamento e favoreceram a transmissão.


As rondas também registraram umidade e mofo nas paredes de enfermarias, leitos, colchões e cadeiras danificados, problemas no expurgo, falhas na limpeza e compartilhamento de equipamentos entre pacientes. O relatório cita ainda resistência de profissionais ao uso completo dos EPIs e dificuldades na comunicação e na visualização de resultados de exames.


A secretária adjunta afirmou que, atualmente, a UTI não apresenta déficit de profissionais. “Mais recentemente, a gente reforçou mais uma vez o pessoal para a UTI de lá e, nesse momento, não tem déficit de profissional no hospital”, disse. Sobre a infraestrutura, Leidiane contestou a ideia de que a UTI seja inadequada. “A infraestrutura da UTI é, de certo modo, adequada. Inclusive, ela é uma UTI habilitada”, afirmou.


Ela reconheceu, porém, que podem existir problemas pontuais em áreas do hospital. “Você pode encontrar alguma área com alguma limitação, pode. Agora, a gestão, com certeza, já está agendando o devido serviço de organização”, disse. Segundo a secretária, áreas afetadas por umidade após o período de chuvas estão passando por serviços de pintura e manutenção.


Leitos foram bloqueados


Durante o enfrentamento do surto, o plano de ação determinou restrições de circulação de pacientes entre a UTI e a Clínica Médica, além da orientação para evitar novas internações nos setores afetados até a contenção do quadro. Leidiane confirmou que houve bloqueios temporários de leitos. “Para que a equipe possa fazer a desinfecção terminal, ou seja, uma desinfecção mais demorada, um período de tempo precisa estar temporariamente bloqueado”, explicou.


O plano também estabeleceu rastreamento diário de resultados laboratoriais, reforço de EPIs, intensificação da higienização, controle da circulação de acompanhantes e separação das equipes responsáveis pelos pacientes infectados ou colonizados.


Sem novos casos


Os dois últimos isolamentos microbiológicos positivos registrados no documento ocorreram em 28 de julho. O relatório previa o encerramento do regime de contingência em 12 de agosto, caso não fossem identificados novos casos durante 15 dias consecutivos.


Segundo Leidiane Queiroz, não surgiram novos casos relacionados ao episódio desde então. “Não tiveram novos casos, pelo menos a informação que eu recebi da equipe”, afirmou.


Dos 15 pacientes relacionados ao surto, dois permaneciam internados no hospital até a manhã desta quinta-feira. Uma paciente já estava na enfermaria, sem sinais de colonização nos exames mais recentes e sem uso de antibióticos. Outro paciente permanecia na UTI e teve o tratamento prolongado por decisão do infectologista.


“Isso não quer dizer que ele esteja contaminando os demais pacientes. Quer dizer que ele ainda está concluindo o esquema medicamentoso reforçado pelo profissional da infectologia”, explicou a secretária.


O relatório conclui que problemas processuais e estruturais crônicos contribuíram para fragilizar as barreiras preventivas e favorecer a transmissão cruzada dos microrganismos. Ao mesmo tempo, aponta que as medidas emergenciais conseguiram interromper novas notificações a partir de 28 de julho.


TRIBUNA DO NORTE

SAÚDE DO RN NA UTI: Coren interdita clínica no João Machado; Em Macaíba, oito morrem por infecção no Alfredo Mesquita

 


A situação da saúde pública no Rio Grande do Norte é extremamente alarmante. Além da paralisação dos trabalhadores terceirizados, motivada por atrasos nos repasses financeiros do governo Fátima, a crise agora se agravou também na estrutura das unidades hospitalares estaduais.


Em Natal, o Conselho Regional de Enfermagem do Rio Grande do Norte (Coren-RN) publicou resolução que determina a interdição ética de todas as atividades de enfermagem na Clínica Médica 2 do Hospital Geral Doutor João Machado.


Cinco pontos críticos justificaram a medida: comprometimento da estrutura física, risco elevado de acidentes de trabalho, sistema de climatização inoperante, falta de insumos essenciais e exposição dos profissionais e pacientes a agentes físicos, biológicos e químicos prejudiciais. As irregularidades foram constatadas de forma generalizada em enfermarias, corredores, posto de enfermagem e área administrativa, o que tornou inviável uma interdição apenas parcial.


Já no município de Macaíba, o Hospital Regional Alfredo Mesquita Filho registrou um surto de microrganismos multirresistentes entre os meses de maio e julho deste ano. Ao todo, foram contabilizados 16 casos de infecção ou colonização em 15 pacientes , oito desses pacientes vieram a óbito durante o período.


O relatório elaborado pela Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) e pelo Núcleo de Segurança do Paciente (NSP) classificou o ocorrido como “surto de infecção relacionada à assistência à saúde por agentes patogênicos multirresistentes”.


Mesmo com os registros de mortes, a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) declarou que não é possível confirmar se as bactérias foram a causa direta dos óbitos. Segundo a pasta, os pacientes apresentavam quadros clínicos diversos, e cada caso deve ser analisado individualmente para estabelecer as causas das mortes.


Com informações do g1rn e Portal 98 FM