Natal registra recorde de casos de AIDS e enfrenta alertas na saúde pública, aponta Plano Municipal de Saúde

 



O novo Plano Municipal de Saúde de Natal 2026-2029 aponta um cenário de alertas na saúde pública da capital potiguar, com destaque para o recorde de casos de AIDS em adultos em 2024, cobertura vacinal infantil abaixo das metas do Ministério da Saúde, aumento de arboviroses como dengue e chikungunya e problemas estruturais em áreas como saneamento básico e atenção primária.


O documento foi aprovado pelo Conselho Municipal de Saúde e publicado no Diário Oficial do Município de Natal de terça-feira (11). O texto reúne dados demográficos, epidemiológicos, assistenciais e de financiamento e servirá de base para as metas da rede municipal nos próximos quatro anos.


Entre os pontos que mais chamam atenção está o crescimento dos casos de AIDS em adultos. Segundo o plano, Natal registrou 431 casos em 2020, 493 em 2021, 481 em 2022, 541 em 2023 e 733 em 2024. É o maior número da série apresentada no documento.


Além da AIDS, o plano também aponta aumento de outras infecções sexualmente transmissíveis. A sífilis adquirida saltou de 729 casos em 2020 para 1.818 em 2024. Já as hepatites virais passaram de 102 casos em 2020 para 191 em 2024. A sífilis congênita apresentou queda ao longo dos anos, mas ainda manteve patamar alto, com 205 casos em 2024.


Com informações de G1-RN



TSE se reúne nesta quinta em busca de consenso sobre IA nas eleições

  


O  presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, marcou para a próxima quinta-feira (13) uma reunião para alinhar com os demais ministros da Corte sobre como devem ser julgados casos envolvendo o uso de Inteligência Artificial (IA) nas eleições deste ano.


O tema será debatido a partir de um processo que aguarda julgamento no TSE, sobre o uso de imagens geradas por IA na convenção do PL, em 25 de julho, que selou a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (RJ) para a Presidência da República.


A ação foi aberta a pedido do PT, partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição. Antes de submeter o assunto a votação em plenário, contudo, Nunes Marques, que é relator do caso, busca um consenso entre os ministros do TSE.


É comum que na proximidade das eleições de outubro o tribunal busque demonstrar unidade interna como forma de fortalecer os posicionamentos jurídicos. O encontro da próxima quinta, a portas fechadas, deve ocorrer logo após a sessão de julgamentos, pela manhã.


Vídeo

O material questionado pelo PT consiste em um vídeo com a técnica chamada deepfake, em que não é possível distinguir a olho nu se as imagens e sons foram criados artificialmente.


O vídeo em questão mostra uma versão digital do ex-presidente Jair Bolsonaro, pai de Flávio e que se encontra em prisão domiciliar, condenado por liderar uma tentativa de golpe de Estado e impedido de fazer manifestações públicas.


Logo na abertura do vídeo, a imagem de Bolsonaro faz o alerta: “Isso que vocês estão vendo aqui não sou eu. Isso é uma simulação da minha imagem e da minha voz feita com inteligência artificial”.


Em seguida, a imagem sintética do ex-presidente diz: “Estou preso e calado por uma decisão injusta e arbitrária baseada em algo que eu nunca fiz”.


Por fim, a imagem pede que os presentes “recebam de braços abertos a pessoa que escolhi para me substituir, sangue do meu sangue, meu filho Flávio. Vem com fé, o Brasil tem futuro e o futuro é Flávio Bolsonaro Presidente.”


Na ação, o PT argumento que há referência direta ao cargo em disputa e pedido explícito de voto por meio de material sintético, algo que seria vedado pelas regras aprovadas pelo próprio TSE para o uso de IA nas eleições.


Defesa

A defesa da campanha de Flávio Bolsonaro negou que o vídeo possa ser considerado deepfake, uma vez que o público foi alertado que Bolsonaro não estava presente e que não se tratava de uma transmissão ou gravação autêntica do ex-presidente.


Os advogados negaram que tenha ocorrido pedido de votos na fala veiculada.


Agência Brasil

COINCIDÊNCIA? Em ano eleitoral, governo Lula amplia lista de condições que dão auxílio-doença sem



 O Ministério da Previdência Social ampliou a lista de doenças e condições que permitem o acesso ao auxílio por incapacidade temporária sem a exigência de carência mínima. A gestação de alto risco passou a integrar o rol a partir de 24 de julho de 2026. Com a inclusão, o total de doenças e condições que dispensam as 12 contribuições mensais mínimas ao INSS subiu para 18.


A mudança foi formalizada por portaria publicada no Diário Oficial da União e assinada pelos ministros Wolney Queiroz, da Previdência Social, e Alexandre Padilha, da Saúde. O benefício atingido pela alteração é conhecido popularmente como auxílio-doença; a denominação oficial foi substituída pela expressão auxílio por incapacidade temporária.


A lista foi criada pela Lei nº 8.213, de 1991, e passou por duas ampliações desde então. A primeira foi em 2022, com a inclusão do acidente vascular encefálico agudo e do abdome agudo cirúrgico, em casos considerados graves. A 2ª foi a recente incorporação da gestação de alto risco.


Em junho de 2026, o INSS pagou 42,1 milhões de benefícios. Desse total, 29,1 milhões, que representam 69,1% do montante, foram depositados com o valor do piso nacional. Cerca de R$ 698,6 milhões foram destinados aos auxílios-doença em todo o país, segundo dados do Boletim Estatístico da Previdência Social.


As doenças e condições que dispensam a carência mínima de 12 contribuições ao INSS são:


tuberculose ativa;

hanseníase;

transtorno mental grave, desde que cursando com alienação mental;

neoplasia maligna;

cegueira;

paralisia irreversível e incapacitante;

cardiopatia grave;

doença de Parkinson;

espondilite anquilosante;

nefropatia grave;

estado avançado da doença de Paget (osteíte deformante);

síndrome da deficiência imunológica adquirida (aids);

contaminação por radiação, com base em conclusão da medicina especializada;

hepatopatia grave;

esclerose múltipla;

acidente vascular encefálico agudo;

abdome agudo cirúrgico;

gestação de alto risco.

Para o acidente vascular encefálico agudo e o abdome agudo cirúrgico, a dispensa da carência só se aplica quando os quadros apresentam evolução aguda e atendem aos critérios de gravidade estabelecidos. A avaliação é feita pela Perícia Médica Federal.


Com informações do Poder 360

PESQUISA GERP: Governo Lula é desaprovado por 53% dos brasileiros

 


Pesquisa Gerp mostra que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 53% de desaprovação entre os eleitores brasileiros. O levantamento foi divulgado nesta terça-feira (11).


Segundo o instituto, 42% aprovam a gestão do petista, enquanto 5% não souberam responder ou preferiram não opinar.


A pesquisa Gerp realizou 2.400 entrevistas remotas, entre os dias 6 e 10 de agosto, com eleitores de cinco regiões do Brasil. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o intervalo de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-08045/2026.

Blog do BG 

Polícia indicia vereador por importunação sexual contra estagiária na Câmara Municipal de Currais Novos

 



A Polícia Civil indiciou o vereador Lucieldo da Silva (PSDB), de Currais Novos, pelo crime de importunação sexual cometido contra uma estagiária nas dependências da Câmara Municipal.


Segundo a polícia, a materialidade do crime foi comprovada durante a investigação através de depoimentos da vítima e testemunhas e por imagens de câmeras de segurança que "atestaram de forma nítida e incontestável o contato físico invasivo e desprovido de anuência na região glútea da ofendida".

Na sessão desta terça-feira (11) na Câmara, o vereador Lucieldo da Silva pediu desculpas em público, disse que a atitude foi involuntária e que não tinha qualquer intenção de desrespeitar ou causar constrangimento à estagiária.

"Nós temos uma relação de amizade, conversamos, brincamos. Jamais imaginei que um gesto involuntário pudesse ser interpretado dessa maneira. Quero deixar muito claro, nunca tive a intenção de assediar ou desrespeitar aquela servidora ou qualquer mulher que tenha nessa Casa", falou.

O vereador disse que o vídeo não mostra, na opinião dele, "nada que justifique toda a proporção que isso tomou".


Ele falou ainda no plenário da Casa que "é apenas um corte de uma situação retirado de um contexto maior" e que "agora está sendo utilizado para criar uma narrativa e alimentar uma disputa política".


"Não quero atacar ninguém, quero apenas pedir à população que reflita e não permita que a politicagem transforme qualquer situação em instrumento de perseguição. Se alguém se sentiu desconfortável, eu respeito e peço mais uma vez desculpas, mas também peço respeito à minha história, à minha família e à minha honra", completou.


Na galeria da Câmara, houve manifestação de mulheres, que levaram cartazes pedindo o fim violência contra as mulheres.


Indiciado por importunação sexual

O inquérito policial foi concluído e entregue ao Ministério Público do Estado, que vai decidir pela denúncia ou não do investigado à Justiça.


O vereador foi incidiado pela Polícia Civil no Artigo 215-A do Código Penal Brasileiro, de importunação sexual, que pune a prática de ato libidinoso contra alguém e sem o seu consentimento, com o objetivo de satisfazer desejo sexual próprio ou de terceiro. A pena é de 1 a 5 anos de prisão.

G1 RN