Casos de síndrome respiratória grave disparam em bebês no Brasil, aponta Fiocruz

 


Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave aumentaram em todas as regiões do Brasil entre crianças menores de 2 anos, segundo boletim InfoGripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgado na quinta-feira (16). O principal responsável pelas internações é o vírus sincicial respiratório (VSR).


De acordo com especialistas, o Vírus Sincicial Respiratório é uma das principais causas de bronquiolite e hospitalizações em crianças pequenas. Além disso, bebês com menos de 1 ano concentram a maior parte dos casos graves.


O aumento ocorre, sobretudo, durante o outono e o inverno. Isso acontece porque, nessa época, o ar mais seco e a permanência em ambientes fechados favorecem a circulação de vírus. Como resultado, crianças, que ainda têm o sistema imunológico em desenvolvimento, ficam mais vulneráveis.


Vacinação e cuidados básicos são principais formas de prevenção

Especialistas reforçam que a vacinação é essencial. Nesse sentido, gestantes a partir da 28ª semana devem se imunizar para proteger os bebês nos primeiros meses de vida. A vacina contra a gripe também é indicada para crianças a partir de 6 meses, além de idosos e outros grupos de risco.


O boletim também aponta crescimento de casos de Influenza A em estados do Centro-Sul e em partes do Norte e Nordeste. Por isso, medidas simples continuam fundamentais, como lavar as mãos, usar álcool em gel e adotar etiqueta respiratória.


Dessa forma, autoridades de saúde alertam que a prevenção é a melhor estratégia para reduzir complicações e internações entre os mais vulneráveis.


Com informações do Estadão

Caso Henry Borel: Gilmar Mendes restabelece prisão preventiva de Monique Medeiros



O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), restabeleceu nesta sexta-feira (17) a prisão preventiva de Monique Medeiros, acusada pelo assassinato do próprio filho, o menino Henry Borel, morto em 2021.


Segundo Gilmar, a decisão da Justiça do Rio do dia 23 de março deste ano, que liberou Monique, violou entendimento da Segunda Turma do Supremo que determinou a prisão para garantir a ordem pública e a instrução do processo, diante da gravidade dos fatos e do histórico de coação de testemunhas.

"A gravidade concreta do delito e o histórico de coação de testemunhas justificam a manutenção da medida extrema para resguardo da ordem pública e conveniência da instrução. A soltura da ré às vésperas da oitiva de testemunhas sensíveis em plenário representa risco à busca da verdade processual", diz o ministro do STF na decisão.

🔎 Henry Borel Medeiros morreu na madrugada de 8 de março de 2021 no Rio. De acordo com perícias, a criança morreu em decorrência de hemorragia interna e laceração hepática. Embora a mãe, Monique Medeiros, e o padrasto, o ex-vereador Dr. Jairinho, tenham alegado que ele caiu da cama, peritos descartaram essa hipótese, e o Ministério Público sustenta que Henry foi vítima de agressões.

A polícia concluiu que Henry Borel era torturado rotineiramente por Jairinho e que Monique Medeiros sabia da violência. O ex-vereador, que também teve o registro de médico cassado, e a mãe, Monique Medeiros, foram presos um mês depois da morte de Henry.

Monique foi solta após o adiamento do julgamento do caso para maio. A defesa de Dr. Jairinho, em uma manobra, abandonou o Tribunal do Júri durante a sessão em março. Sem os advogados, o júri não pôde continuar.


A Justiça decidiu soltá-la por entender que ela não foi responsável pelo adiamento do julgamento e porque manter Monique presa configuraria excesso de prazo injustificado.

GLOBO.COM

Justiça nega pedido da deputada Natália Bonavides (PT) e livra Ratinho de indenização de R$ 50 mil



 A Justiça do Rio Grande do Norte negou o pedido da deputada federal Natália Bonavides (PT-RN) em uma ação movida contra o apresentador Carlos Roberto Massa, mais conhecido como Ratinho, por declarações feitas contra ela em 2021 durante um programa de rádio.


A ação pedia indenização de R$ 50 mil por danos morais e retratação pública, mas foi considerada improcedente pela sentença da 2ª Vara Cível de Natal publicada na última quarta-feira (15).

Natália alegou que sofreu danos à honra e à imagem após críticas feitas por Ratinho ao Projeto de Lei nº 4.004/21, de autoria dela - que pretende alterar os termos da cerimônia de casamento civil, tirando as palavras "marido e mulher", por exemplo.

Segundo o processo na Justiça do RN, a deputada sustentou que o apresentador utilizou termos ofensivos, misóginos e teria incitado violência ao comentar a proposta.

Ao analisar o caso, o juiz Paulo Sérgio da Silva Lima entendeu que as falas ocorreram em contexto de crítica política e debate público sobre tema controverso.


O magistrado destacou que agentes públicos estão sujeitos a maior nível de escrutínio e tolerância a críticas, mesmo quando ácidas, ásperas ou descorteses.


Também considerou que Natália já havia obtido indenização e retratação em outra ação judicial movida contra a empresa de comunicação responsável pelo programa, que pertence a Ratinho, pelos mesmos fatos.

G1 RN

Mulher que caiu de passarela na Grande Natal sofreu fraturas na coluna e bacia e vai ficar três meses acamada

 


A mulher que caiu da passarela de 5 metros de altura na tarde de segunda-feira (13) em Parnamirim, na Grande Natal, após a tela de proteção ceder, sofreu fraturas na coluna e na bacia e vai ficar três meses acamada.


Luana Priscila, de 35 anos, é moradora do distrito Cabeceiras, em Tibau do Sul, no litoral potiguar, e tinha ido até Parnamirim para acompanhar o filho de 7 anos em um exame numa clínica da cidade.

O acidente aconteceu por volta das 13h. Segundo a mulher, a passarela estava bastante movimentada, e ela, que carregava sete sacolas de supermercado no momento do acidente, acabou se desequilibrando e caindo por cima da tela de proteção.


"Quando a gente foi chegando logo no meio [da passarela], um tumulto. Gente passando para lá e para cá. Houve um desequilíbrio, eu tropecei, e me firmei com as mãos, isso com as sacolas também. Me firmei na parte da tela [de proteção] da passarela. Só que não tinha tela", relatou.

Luana caiu da passarela em uma das faixas da BR-101. Pessoas que presenciaram o acidente protegeram a mulher dos carros passando na via até a chegada da ambulância.

No hospital, ela passou por exames e avaliações com neurologista e ortopedista. A mulher - que cuida da mãe cadeirante e de dois filhos - vai precisar ficar em repouso absoluto na mesma posição por cerca de 90 dias.


"Eu não estou conseguindo andar, nem me levantar e muito menos me sentar, porque o problema é muito sério", falou.

Os médicos sugeriram à paciente o uso de um colete ortopédico que custa cerca de R$ 900, mas Luana, que atualmente vive apenas do Bolsa Família e de alguns bicos como revendedora, contou que precisa de ajuda para comprar o equipamento. Além disso, ela também necessita de fraldas. Quem quiser ajudar, o telefone de Luana é o (84) 99473-8849.


G1 RN 



Tomate, cebola e leite pesam no bolso do consumidor e estão entre os ‘vilões’ da alta da inflação no Brasil

 


Os produtos que fazem parte da cesta básica e apresentam uma grande relevância no consumo das famílias, como tomate, cebola e leite, ficaram mais caros e foram os grandes ‘vilões’ da alta da inflação no mês março, segundo dados divulgados nesta sexta-feira, 10, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).


O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) teve em março alta de 0,88%. O resultado mensal, ⁠mais alto desde fevereiro de 2025, veio acima de todas as estimativas do mercado, reforçando a percepção de que a inflação voltou a ganhar tração, especialmente em itens sensíveis como alimentos.


Em março, o grupo alimentação subiu 1,56%, com impacto de 0,33 p.p. no índice do mês. Entre os itens, os que tiveram altas relevantes foram o leite longa vida (11,74%), a batata-doce (13,41%), o feijão carioca (15,40%), a cebola (17,25%), o tomate (20,31%), a abobrinha (23,56%) e a cenoura (28,08%).


Os demais vilões do orçamento das famílias no mês foram do grupo de Transportes, com alta de 1,64%, impulsionada pela alta nos combustíveis (4,47%). A gasolina subiu 4,59%, sendo o principal impacto individual (0,23 p.p.). Também se destacou o óleo diesel, que teve alta de 13,90%.


Segundo o gerente do IPCA no IBGE, Fernando ‌Gonçalves, se descartado o resultado dos combustíveis o IPCA seria de 0,68%. Sem gasolina ‌o índice ficaria em 0,64%.


“À medida que a guerra [no Oriente Médio] afeta a distribuição global de combustíveis é possível que isso impacte o IPCA com menor oferta e preço maior [nos próximos meses]”, completou Gonçalves.


A taxa acumulada pela inflação no ano ficou em 1,92%. O resultado acumulado em 12 meses foi de 4,14% até março, ante taxa de 3,81% até fevereiro.


Terra