Família denuncia suposto erro médico após morte de gestante durante cesariana; anestesiologista é afastado em Natal

 


A morte da gestante Jaine, de 25 anos, após complicações durante uma cesariana no Hospital Regional Santa Catarina, na Zona Norte de Natal, está sendo investigada pela Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap). A família acusa a equipe médica de ter administrado uma medicação incorreta durante o procedimento, o que teria provocado o agravamento do quadro de saúde da paciente. O bebê sobreviveu e, segundo a Sesap, passa bem. Com informações do Agora RN.


De acordo com familiares, Jaine deu entrada na unidade com pressão alta e cerca de cinco centímetros de dilatação. Apesar da indicação para a realização de uma cesariana, eles afirmam que a cirurgia foi adiada e ocorreu apenas no início da noite.


Segundo o relato da família, durante o procedimento houve a aplicação de uma medicação diferente da prevista. Os parentes afirmam que a paciente deveria receber um medicamento para controle de náuseas e dores, mas teria recebido noradrenalina, o que provocou uma reação imediata.


Ainda conforme os familiares, Jaine sofreu convulsões antes da aplicação da anestesia utilizada na cesariana. O bebê foi retirado com vida, enquanto a mãe precisou ser entubada e encaminhada para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde permaneceu internada até a confirmação da morte.


A família também afirma que o erro teria sido comunicado pelo próprio médico ao marido da paciente logo após o procedimento. Os parentes cobram esclarecimentos sobre o caso e alegam ainda dificuldades na liberação do corpo após a confirmação da morte cerebral.


Sesap abre sindicância e afasta anestesiologista


Após a morte da gestante, a Sesap instaurou uma sindicância para apurar todas as circunstâncias do atendimento.


Em entrevista, o secretário estadual de Saúde, Alexandre Motta, informou que as informações ainda são preliminares e que a investigação irá esclarecer a sequência dos fatos e apontar possíveis responsabilidades.


Segundo o secretário, o profissional envolvido no atendimento é um anestesiologista terceirizado. A Sesap solicitará à empresa responsável pelo contrato o afastamento do médico das atividades no Hospital Regional Santa Catarina enquanto a sindicância estiver em andamento.


Caso sejam constatadas irregularidades, o relatório será encaminhado aos conselhos profissionais competentes para adoção das medidas cabíveis.


Até o momento, o Hospital Regional Santa Catarina não se pronunciou sobre as acusações feitas pela família. A investigação segue em andamento.

Desembargadora do TRF5 suspende leilão do Via Direta, avaliado em R$ 152,5 milhões

 


O Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5) suspendeu o leilão do prédio onde funciona o Via Direta Shopping, em Natal. A venda estava marcada para esta quarta-feira (22), e o imóvel foi avaliado em R$ 152,5 milhões.


A empresa recorreu de uma decisão da 6ª Vara Federal do Rio Grande do Norte que havia mantido o leilão. O Via Direta pediu uma nova avaliação do imóvel, alegando que o valor não considerava totalmente o potencial de valorização trazido pelo novo Plano Diretor de Natal.


Esse argumento, porém, não foi aceito. Segundo a decisão, a empresa não apresentou laudo técnico ou estudo de mercado que comprovasse que o imóvel estava avaliado abaixo do preço real. O oficial de Justiça responsável pela análise também informou que levou em conta a localização, as características do prédio e os efeitos do Plano Diretor sobre os imóveis de Lagoa Nova.


O shopping também tentou impedir que o imóvel fosse vendido por menos de 80% do valor da avaliação, afirmando que o único sócio vivo da empresa é interditado por demência. O Tribunal, no entanto, não acolheu esse pedido.


Apesar disso, o leilão foi suspenso porque a empresa está negociando um acordo para pagar a dívida com a Fazenda Nacional. A conclusão da negociação depende de uma autorização da 20ª Vara Cível de Natal para que as curadoras do sócio assinem o documento.


Para a desembargadora federal convocada Cristina Maria Costa Garcez, vender o prédio antes da conclusão das negociações poderia causar um prejuízo difícil de reverter. O imóvel é o principal patrimônio da empresa e o local onde o shopping funciona, de modo que a venda poderia comprometer a continuidade das atividades.


Com a decisão, o leilão e outras medidas para a venda do imóvel ficam suspensos até o julgamento final do recurso ou uma nova decisão do Tribunal. A avaliação de R$ 152,5 milhões continua válida.


Justiça Potiguar

Saiba quais peixes são mais seguros para evitar intoxicação por ciguatera



A Vigilância Sanitária de Natal divulgou uma lista com espécies de peixes consideradas de menor risco para intoxicação por ciguatera.


A orientação foi publicada após o aumento de casos da doença no Rio Grande do Norte, que registrou 141 ocorrências até 11 de junho deste ano, um crescimento de 60,2% em relação a todo o ano de 2025, quando foram contabilizados 88 casos, de acordo com a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap).

A ciguatera é uma intoxicação causada pela ingestão de peixes contaminados pela ciguatoxina, uma neurotoxina produzida por microalgas marinhas. Segundo a Sesap, a substância é invisível, não altera a cor, o sabor ou o cheiro do pescado e continua ativa mesmo após o cozimento, congelamento ou salga.

Peixes de maior risco

A Sesap orienta evitar o consumo das espécies mais associadas aos casos registrados no estado:


Bicuda (Barracuda)

Arabaiana

Dourado

Cioba

Pescada Branca

Galo do Alto

Pargo

Sirigado (Robalo)

Segundo a Secretaria de Saúde, a bicuda (barracuda) é responsável por 45,13% dos casos confirmados de ciguatera no Rio Grande do Norte.

Peixes considerados mais seguros

Tilápia

Curimatã

Atum

Cavalinha

Arenque

Manjuba

A Sesap também orienta retirar a cabeça, as vísceras e os ovos dos peixes, partes onde pode haver maior concentração da toxina.


G1 RN

Sargento condenado pela morte de Zaira Cruz é excluído da Polícia Militar do RN

 


Pedro Inácio Araújo de Maria foi excluído da Polícia Militar do Rio Grande do Norte após condenação pelo Tribunal do Júri pelos crimes de homicídio qualificado e estupro contra Zaira Dantas Silveira Cruz, de 21 anos. O caso ocorreu em março de 2019, durante o carnaval em Caicó, e teve grande repercussão no estado.


A decisão de exclusão a bem da disciplina foi determinada pelo Comando Geral da PM após recomendação do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN). A portaria que oficializou o desligamento foi publicada nesta sexta-feira (17), no Boletim Geral da corporação.


A medida revisa uma decisão administrativa anterior, de 2024, que havia aplicado apenas uma punição de 30 dias de prisão ao então sargento. Segundo o MPRN, a permanência do militar na corporação e as promoções recebidas durante o período em que estava preso eram irregulares.


Pedro Inácio estava preso preventivamente desde março de 2019. De acordo com a investigação, os crimes contra Zaíra Dantas ocorreram dentro de um carro durante as festividades de carnaval em Caicó.


O Ministério Público também apontou que o ex-sargento recebeu duas promoções enquanto respondia ao processo e permanecia detido: para terceiro sargento, em 2020, e para segundo sargento, em 2023. A legislação militar impede a progressão funcional em situações como essa.


Após a condenação definitiva pelo Tribunal do Júri da 3ª Vara da Comarca de Caicó, a Polícia Militar reconheceu a incompatibilidade da permanência do ex-sargento nos quadros da instituição e anulou a decisão administrativa anterior.


Além da exclusão, o MPRN mantém uma apuração sobre possíveis prejuízos aos cofres públicos relacionados às promoções consideradas indevidas, com o objetivo de verificar eventuais valores pagos irregularmente.

98 FM

Projeto prevê punição para quem divulgar imagens de vítimas de crimes e acidentes sem autorização

 


Unrecognizable man taking pictures of a broken car after an accident. Copy space. A female driver in the background.

O Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (15), um projeto de lei que estabelece como crime o registro ou a divulgação não autorizada de imagens que permitam identificar vítimas de crimes, acidentes ou cadáveres. A proposta, de autoria da deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), segue agora para análise da Câmara dos Deputados.


O PL 1.242/2026 altera o Código Civil e o Código Penal para ampliar a proteção à imagem, à privacidade e à dignidade das vítimas e de seus familiares. O texto prevê punição para quem divulgar esse tipo de conteúdo sem justificativa, com pena de detenção de seis meses a dois anos, além de multa.


A responsabilização não será aplicada quando a divulgação tiver finalidade de interesse público comprovado, for necessária para a administração da Justiça ou contar com autorização da própria vítima.


A medida busca evitar a exposição indevida de pessoas em situações de vulnerabilidade e reforçar a proteção dos direitos individuais previstos na legislação brasileira.


O Senado Federal aprovou nesta quinta-feira (16) um projeto de lei que estabelece como crime o registro ou a divulgação não autorizada de imagens que permitam identificar vítimas de crimes, acidentes ou cadáveres. A proposta, de autoria da deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), segue agora para análise da Câmara dos Deputados.


O PL 1.242/2026 altera o Código Civil e o Código Penal para ampliar a proteção à imagem, à privacidade e à dignidade das vítimas e de seus familiares. O texto prevê punição para quem divulgar esse tipo de conteúdo sem justificativa, com pena de detenção de seis meses a dois anos, além de multa.


A responsabilização não será aplicada quando a divulgação tiver finalidade de interesse público comprovado, for necessária para a administração da Justiça ou contar com autorização da própria vítima.


A medida busca evitar a exposição indevida de pessoas em situações de vulnerabilidade e reforçar a proteção dos direitos individuais previstos na legislação brasileira.


98fm