MP Eleitoral orienta igrejas a evitar propaganda nas eleições de 2026

 


O Ministério Público Eleitoral (MPE) recomendou que igrejas e outras instituições religiosas de Rondônia não utilizem seus templos, cultos ou estruturas para promover ou prejudicar candidatos nas eleições de 2026.


A Recomendação nº 9/2026 orienta pastores, padres, ministros, pregadores e demais líderes religiosos a não fazer pedidos de voto, manifestações de apoio, críticas a candidatos ou divulgação de materiais de campanha durante cultos, celebrações e reuniões. A regra também vale para conteúdos digitais, audiovisuais e impressos.


O documento destaca que templos religiosos são considerados bens de uso comum para fins eleitorais e, por isso, não podem ser utilizados para propaganda. Quem permitir a prática pode receber multa de R$ 2 mil a R$ 8 mil.


O MPE também alerta que o uso da estrutura, dos recursos ou da influência de instituições religiosas para beneficiar candidaturas pode configurar abuso de poder econômico ou político. Dependendo do caso, o candidato beneficiado pode ter o registro ou diploma cassado e ficar inelegível.


A recomendação não impede manifestações de fé ou atividades religiosas, mas reforça que a liberdade de culto não permite o descumprimento das regras eleitorais. As entidades deverão orientar seus integrantes e adotar medidas para evitar possíveis irregularidades.


98fm

Hospital de Macaíba registra surto de bactérias multirresistentes com 15 pacientes e oito óbitos

 


Um surto de microrganismos multirresistentes atingiu pacientes do Hospital Regional Alfredo Mesquita Filho, em Macaíba, entre maio e julho deste ano. Relatório interno da unidade registra 16 ocorrências de infecção ou colonização envolvendo 15 pacientes e aponta oito óbitos no período. A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), no entanto, afirma que não é possível atribuir diretamente as mortes às bactérias identificadas. O caso foi inicialmente divulgado pelo g1 RN e confirmado pela TRIBUNA DO NORTE.


O documento, elaborado pela Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) e pelo Núcleo de Segurança do Paciente (NSP), classifica o episódio como um incidente epidemiológico crítico, com aumento abrupto de culturas positivas para microrganismos multirresistentes. Os casos foram identificados inicialmente na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e depois se expandiram para a Clínica Médica.


A análise epidemiológica registra oito mortes até 29 de julho. O relatório identifica casos envolvendo Acinetobacter baumannii, Pseudomonas aeruginosa e Klebsiella pneumoniae, inclusive cepas resistentes. A tabela do relatório, porém, não estabelece que as infecções tenham sido a causa direta dos óbitos.


Em entrevista à TRIBUNA DO NORTE nesta quinta-feira (20), a secretária adjunta de Saúde do RN, Leidiane Queiroz, afirmou que os pacientes atendidos na UTI de Macaíba já chegam, em geral, com quadros clínicos graves. “Nenhum desses óbitos dá para dizer que estaria ligado a essa infecção diretamente. Se você está dentro de uma UTI, com uma doença já terminal, e você adquire uma infecção, você tem um comprometimento maior, vai precisar de um tratamento mais prolongado e isso pode contribuir para um desfecho desfavorável”, explicou.


Durante a entrevista, Leidiane destacou principalmente a Klebsiella associada à KPC. “Essa bactéria também é muito conhecida como superbactéria”, disse. Segundo ela, todos os pacientes tiveram acesso ao tratamento indicado para os respectivos quadros.


O documento mostra que alguns dos primeiros pacientes já chegaram ao hospital com bactérias identificadas em outras unidades, como o Hospital Belarmina Monte, o Hospital Lindolfo Gomes Vidal, a UPA Pajuçara e a UPA de Macaíba. Em seguida, passam a aparecer registros classificados como infecção hospitalar do próprio Alfredo Mesquita.


Leidiane confirmou que houve transmissão cruzada dentro da unidade. “Esses pacientes do relatório foram os pacientes que chegaram sem bactéria e adquiriram a bactéria no hospital”, afirmou. Ela explicou que a transmissão pode ocorrer por contato, inclusive por falhas de higienização das mãos, troca inadequada de EPIs ou compartilhamento de materiais entre leitos.


“Se um técnico de enfermagem fizer o atendimento e, por alguma razão, não fizer a higienização adequada, não trocar os EPIs ou levar um material de um leito para o outro, aí pode ser que a bactéria vá. […] São diversas as formas”, explicou.


Relatório aponta problemas estruturais e operacionais


O documento interno atribui o avanço do surto a uma combinação de fatores, entre eles déficit crônico de recursos humanos, sobrecarga das equipes, ausência de leitos específicos de isolamento em determinados setores, inadequações do espaço físico e mobiliário danificado ou compartilhado. Segundo a CCIH e o NSP, essas condições comprometeram as barreiras de isolamento e favoreceram a transmissão.


As rondas também registraram umidade e mofo nas paredes de enfermarias, leitos, colchões e cadeiras danificados, problemas no expurgo, falhas na limpeza e compartilhamento de equipamentos entre pacientes. O relatório cita ainda resistência de profissionais ao uso completo dos EPIs e dificuldades na comunicação e na visualização de resultados de exames.


A secretária adjunta afirmou que, atualmente, a UTI não apresenta déficit de profissionais. “Mais recentemente, a gente reforçou mais uma vez o pessoal para a UTI de lá e, nesse momento, não tem déficit de profissional no hospital”, disse. Sobre a infraestrutura, Leidiane contestou a ideia de que a UTI seja inadequada. “A infraestrutura da UTI é, de certo modo, adequada. Inclusive, ela é uma UTI habilitada”, afirmou.


Ela reconheceu, porém, que podem existir problemas pontuais em áreas do hospital. “Você pode encontrar alguma área com alguma limitação, pode. Agora, a gestão, com certeza, já está agendando o devido serviço de organização”, disse. Segundo a secretária, áreas afetadas por umidade após o período de chuvas estão passando por serviços de pintura e manutenção.


Leitos foram bloqueados


Durante o enfrentamento do surto, o plano de ação determinou restrições de circulação de pacientes entre a UTI e a Clínica Médica, além da orientação para evitar novas internações nos setores afetados até a contenção do quadro. Leidiane confirmou que houve bloqueios temporários de leitos. “Para que a equipe possa fazer a desinfecção terminal, ou seja, uma desinfecção mais demorada, um período de tempo precisa estar temporariamente bloqueado”, explicou.


O plano também estabeleceu rastreamento diário de resultados laboratoriais, reforço de EPIs, intensificação da higienização, controle da circulação de acompanhantes e separação das equipes responsáveis pelos pacientes infectados ou colonizados.


Sem novos casos


Os dois últimos isolamentos microbiológicos positivos registrados no documento ocorreram em 28 de julho. O relatório previa o encerramento do regime de contingência em 12 de agosto, caso não fossem identificados novos casos durante 15 dias consecutivos.


Segundo Leidiane Queiroz, não surgiram novos casos relacionados ao episódio desde então. “Não tiveram novos casos, pelo menos a informação que eu recebi da equipe”, afirmou.


Dos 15 pacientes relacionados ao surto, dois permaneciam internados no hospital até a manhã desta quinta-feira. Uma paciente já estava na enfermaria, sem sinais de colonização nos exames mais recentes e sem uso de antibióticos. Outro paciente permanecia na UTI e teve o tratamento prolongado por decisão do infectologista.


“Isso não quer dizer que ele esteja contaminando os demais pacientes. Quer dizer que ele ainda está concluindo o esquema medicamentoso reforçado pelo profissional da infectologia”, explicou a secretária.


O relatório conclui que problemas processuais e estruturais crônicos contribuíram para fragilizar as barreiras preventivas e favorecer a transmissão cruzada dos microrganismos. Ao mesmo tempo, aponta que as medidas emergenciais conseguiram interromper novas notificações a partir de 28 de julho.


TRIBUNA DO NORTE

SAÚDE DO RN NA UTI: Coren interdita clínica no João Machado; Em Macaíba, oito morrem por infecção no Alfredo Mesquita

 


A situação da saúde pública no Rio Grande do Norte é extremamente alarmante. Além da paralisação dos trabalhadores terceirizados, motivada por atrasos nos repasses financeiros do governo Fátima, a crise agora se agravou também na estrutura das unidades hospitalares estaduais.


Em Natal, o Conselho Regional de Enfermagem do Rio Grande do Norte (Coren-RN) publicou resolução que determina a interdição ética de todas as atividades de enfermagem na Clínica Médica 2 do Hospital Geral Doutor João Machado.


Cinco pontos críticos justificaram a medida: comprometimento da estrutura física, risco elevado de acidentes de trabalho, sistema de climatização inoperante, falta de insumos essenciais e exposição dos profissionais e pacientes a agentes físicos, biológicos e químicos prejudiciais. As irregularidades foram constatadas de forma generalizada em enfermarias, corredores, posto de enfermagem e área administrativa, o que tornou inviável uma interdição apenas parcial.


Já no município de Macaíba, o Hospital Regional Alfredo Mesquita Filho registrou um surto de microrganismos multirresistentes entre os meses de maio e julho deste ano. Ao todo, foram contabilizados 16 casos de infecção ou colonização em 15 pacientes , oito desses pacientes vieram a óbito durante o período.


O relatório elaborado pela Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) e pelo Núcleo de Segurança do Paciente (NSP) classificou o ocorrido como “surto de infecção relacionada à assistência à saúde por agentes patogênicos multirresistentes”.


Mesmo com os registros de mortes, a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) declarou que não é possível confirmar se as bactérias foram a causa direta dos óbitos. Segundo a pasta, os pacientes apresentavam quadros clínicos diversos, e cada caso deve ser analisado individualmente para estabelecer as causas das mortes.


Com informações do g1rn e Portal 98 FM

Ex-assessor de Fauci se declara culpado nos EUA por conspiração para ocultar documentos sobre a Covid-19

 


Um ex-assessor do especialista em doenças infecciosas Anthony Fauci se declarou culpado nesta terça-feira (18) por conspirar para burlar leis de acesso a registros públicos e ocultar documentos do governo relacionados a financiamentos de pesquisas e à pandemia de Covid-19.


David Morens, que trabalhou sob Fauci como alto funcionário do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (NIAID, na sigla em inglês) durante a pandemia, apresentou sua declaração de culpa por uma acusação de conspiração durante uma audiência em um tribunal federal em Greenbelt, Maryland.


Morens, de 78 anos, havia sido indiciado em abril por acusações relacionadas ao que os promotores descreveram como um esquema para impedir solicitações de acesso a registros públicos recebidas pela agência a partir de abril de 2020, relacionadas a financiamentos de pesquisas sobre a Covid-19.


Ele pode ser condenado a até cinco anos de prisão quando receber a sentença, marcada para 12 de novembro.


“Ao se declarar culpado hoje, o Dr. Morens assumiu a responsabilidade pelo que fez e continuará a fazê-lo”, disse Timothy Belevetz, advogado de Morens, em um comunicado.


A declaração de culpa ocorreu após Fauci, que comandou o NIAID por 38 anos e se tornou o rosto da resposta dos Estados Unidos à pandemia, comparecer diante de um painel do Senado no mês passado e invocar repetidamente seu direito de não se autoincriminar. Na ocasião, ele acusou o senador republicano Rand Paul, do Kentucky, seu adversário de longa data, de promover uma campanha “descontrolada” para vê-lo preso.


Com informações de g1

Ciclone extratropical deve atingir quatro estados brasileiros e provocar ventos de até 80km/h

 


Um ciclone extratropical deve atingir o Brasil nos próximos dias, provocando temporais, fortes rajadas de vento e mudanças nas condições do tempo em diferentes regiões. O sistema deve se formar na noite de quarta-feira (19), sobre o Uruguai e o Rio Grande do Sul, e avançar pelo país até sábado (22).


A Região Sul será a mais afetada, com possibilidade de rajadas de vento de até 80 km/h. No Rio Grande do Sul, os temporais começam a ganhar força na quarta-feira, com previsão de chuva intensa, trovoadas, granizo e ventos entre 60 e 80 km/h, inclusive na Região Metropolitana de Porto Alegre.


Na quinta-feira (20), o ciclone deve avançar para Santa Catarina, Paraná e o sul de Mato Grosso do Sul, onde também há previsão de ventania.


Já na sexta-feira (21), o sistema deve avançar em direção ao Sudeste, associado a uma frente fria. São esperadas rajadas de vento fortes em áreas de São Paulo e Rio de Janeiro. As condições devem começar a mudar gradualmente em outras regiões do país à medida que o sistema avança.

98 FM