Uma paciente, que preferiu não se identificar, relatou à Inter TV que presenciou o momento em que as duas pacientes que morreram no Centro de Diálise de Mossoró passaram mal .
👉 Contexto: Raquel Ferreira da Silva Cabral, de 54 anos, e Iraci Inácio de Lima, de 75, morreram na sexta-feira (27). Após o episódio, a clínica interrompeu as atividades e foi interditada pela Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap). Uma terceira paciente morreu no dia seguinte. Vigilância Sanitária e Polícia Civil investigam o caso.
A paciente que presenciou a situação na clínica naquele dia contou que também passou mal assim que começou a hemodiálise, às 6h13. Ela chegou a ir para UTI, recebendo alta nesta quinta (26).
"A gente entrou totalmente bem. Quando eu deitei, minha cabeça começou a esquentar, minha boca ficou dormente. Eu disse: 'Enfermeira, estou passando mal. Isso não é normal", relatou.
"Ligeiramente, eu sentei na cadeira e chamei a enfermeira. Aí ela disse: 'Deve ser sua glicose, que baixou'. Eu disse: 'Não, que já é de costume e eu sei como são os meus sintomas. Eu estou passando mal de verdade".
Paciente relata momento em que vítimas passaram mal em centro de diálise em Mossoró: 'Entramos bem'
Paciente contou que também passou mal e que sessão foi interrompida para abastecimento de água. No momento em que foi retomada, ela contou que uma das vítimas desmaiou.
A paciente que presenciou a situação na clínica naquele dia contou que também passou mal assim que começou a hemodiálise, às 6h13. Ela chegou a ir para UTI, recebendo alta nesta quinta (26).
"A gente entrou totalmente bem. Quando eu deitei, minha cabeça começou a esquentar, minha boca ficou dormente. Eu disse: 'Enfermeira, estou passando mal. Isso não é normal", relatou.
"Ligeiramente, eu sentei na cadeira e chamei a enfermeira. Aí ela disse: 'Deve ser sua glicose, que baixou'. Eu disse: 'Não, que já é de costume e eu sei como são os meus sintomas. Eu estou passando mal de verdade".
A mulher relatou que sentiu a cabeça esquentar "demais" e a boca dormente. Nesse momento uma outra enfermeira foi chamada para avaliação.
Foi quando a recomendação foi desligar a máquina de hemodiálise. Ela também recebeu um antialérgico para tirar a dormência da boca.
"Aí ela [enfermeira] veio com um tempinho na sala e disse que tinha sido a falta de água nas máquinas, por isso que a gente tinha passado mal", relatou.
A essa altura, uma das pacientes, Raquel Ferreira, de 54 anos, já havia morrido.
Os pacientes foram informados que um carro-pipa tinha ido abastecer a unidade, terminando o serviço por volta das 9h30. Sendo assim, a informação era de que os fariam a hemodiálise até 12h e estariam liberados para voltar para casa.
G1 RN
