O Rio Grande do Norte aparece na 20ª posição entre os 26 estados avaliados na segunda edição do Ranking de Eficiência dos Estados – Folha (REE-F), elaborado pela Folha de S.Paulo em parceria com o Datafolha. O RN obteve índice de 0,303, em uma escala de 0 a 1, e está na faixa classificada pelo estudo como “ineficiente”. Em nível regional, o estado ocupa a 8ª posição, à frente apenas da Bahia.
O levantamento mede a capacidade dos governos estaduais de transformar os recursos públicos em resultados para a população. A metodologia cruza indicadores públicos de educação, saúde, infraestrutura, segurança pública e finanças com a Receita Corrente Líquida (RCL) per capita. Educação e saúde têm peso dobrado no cálculo devido ao repasse mínimo constitucional.
O estudo mostra que maior disponibilidade de recursos por habitante não significa necessariamente maior eficiência. O Ceará, por exemplo, aparece em segundo lugar nacional mesmo tendo a menor RCL per capita entre os estados, de R$ 4.275. O ranking é liderado por Paraná (0,734), Ceará (0,665) e São Paulo (0,637).
Estados com alta disponibilidade financeira por morador, como Amapá (R$ 12.027), Acre (R$ 12.766) e Roraima (R$ 11.654), aparecem nas últimas posições do levantamento: 26º, 25º e 24º, respectivamente.
Segundo a Folha, essas RCL são impulsionadas por repasses federais e baixa densidade populacional.
O levantamento traz uma análise detalhada em cada estado. No caso do RN, os melhores resultados estão na eficiência em finanças (0,842) e saúde (0,538), enquanto os piores estão em receita (0,162) e educação (0,272). Infraestrutura (0,388) e segurança (0,384) completam os componentes do REE-F.
No campo da educação, o RN aparece em 25º lugar. Em infraestrutura, o RN é o 20º colocado, assim como em segurança pública. Na saúde, ocupa uma posição intermediária, 12º, e o melhor desempenho relativo está nas finanças: 4º. No campo da receita, o RN está em 18º.
O estudo revela que estados entregam mais serviços à população com menos dinheiro, atribuindo a eles notas de 0 a 1. Quanto mais próximo de 1, maior a eficiência relativa. Sete estados alcançaram a classificação máxima, com índice igual ou superior a 0,550; e outros sete ficaram na faixa da ineficiência, com índice inferior a 0,350. O Distrito Federal não foi incluído no estudo devido às suas especificidades orçamentárias.
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